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O Encontro

Ela estava de mudança e seu apartamento vazio, tornou-se cenário para encontros furtivos.
Ainda tinha por lá, algumas poucas coisas, mas não havia mais cama.. apenas um sofá branco, um tapete felpudo e umas garrafas de vinho tinto.
E luz agora, apenas das velas…

Numa sexta-feira, chega a mensagem:
“Hoje vc é minha… Toda!! Te encontro lá as 6”

Ela então saiu correndo.. Pegou o telefone e cancelou seus
compromissos, dizendo ter que trabalhar. Comprou uns queijos e umas
frutas e foi direto pro apartamento, arrumar tudo.

A campainha toca, ela dá um pulo, e vai ansiosa atender…
Mal gira a chave, e em questão de segundos, a porta se abre e se fecha, e ela agora já está tomada por aqueles braços morenos.

Ele foi entrando com tudo, já pegando pelos seus cabelos, beijando sua nuca, lhe arrancando a roupa… Lhe deixando deliciosamente nua.
Logo, estavam rolando pelo chão da sala vazia, antes fria, mas que agora fervia.
O frio passava longe dali…

Ele pegou sua camisa e amarrou-lhe as mãos, [ela não resistiu] então abriu uma garrafa de vinho e despejou um pouco em cima do corpo desnudo e teso, e começou a lamber as gotas que escorriam por sua pele, branca e lisa… Lambeu tudo, dos pés à cabeça. Ele a bebeu…
Ela, sem ação, apenas se contorcia de paixão. Mergulhada naquela luxúria, gemia sem controle. Quase perdeu os sentidos. Gozou…

……….

Então, ele vendou-lhe os olhos, e mais uma vez, ela não esboçou reação.
Ela estava lá, deitada no chão, totalmente desprotegida, amarrada e vendada, numa sala quase vazia,
à luz de velas… Esperando pelo próximo passo.

Ele foi passando a mão, de leve, contornando seu corpo indefeso, chupou seu peito, como que de passagem, e começou a dizer-lhe bobagens ao ouvido.
Aquela boca úmida do vinho, ofegante, sussurrando, mordiscando sua orelha, a deixava louca.
E sem nem tocá-la novamente, ela se arrepiou de repente, e se contorceu toda… Gemendo de tanto prazer.

Os corpos se procuravam, se invadiam, se tomavam, de desejo. Deslizavam, um sobre o outro, deslizavam, um dentro do outro, em sintonia perfeita.
Em movimentos compassados, os corpos se encaixavam, se devoravam… Vorazmente, alucinadamente.

Quando a noite chegou ao fim, a satisfação era evidente, em seu sorriso preso [entre os dentes], em seus olhos revirados [quase que fechados], em seu cabelo emaranhado [assim, jogado].


6 Responses to “O Encontro”


  1. 1 Menina Misteriosa
    May 31, 2010 at 5:24 pm

    Esse sim é o verdadeiro [e bom] significado de ‘beber alguém’. 😉

    Beijo!

  2. June 1, 2010 at 3:51 pm

    Na hora em que o “t” vira “T”, a única coisa desnecessária é a cama.
    Beijo

  3. 5 deusaselene
    June 7, 2010 at 11:41 pm

    Ju,
    Queria um encontro desses, com braços morenos e mãos amarradas! Não pediria mais nada!!


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“Falando absurdos, Virando a noite, Perdendo o senso, Derretendo satélites. Falando tudo, Voando a noite, Ouvindo estrelas…”

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