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08
Jun
10

A praia


Era madrugada, na praia agora deserta, escura e quente. As águas estavam calmas e mornas.
Você me abraçava e dizia não querer soltar mais. Só tinhamos mais algumas horas até minha partida. Nem parecia que acabáramos de nos conhecer, poucas horas atrás.

Estávamos abraçados quando então você me soltou de repente, tirou a roupa e foi correndo mergulhar. Eu fiquei ali parada, hesitante, esperando você voltar. E você voltou, sim.. *Eu me lembro como se fosse hoje!* Você voltou, mas foi pra me levar contigo praquele mar gigante! Tirou minha roupa e então mergulhamos, nas águas sem fim, do Oceano Índico.

Borbulhamos, no meio, sem começo… Mas com fim marcado.
Você me beijava com paixão, e dizia coisas que eu não entendia, mas gostava e muito! Pedia para que eu dissesse coisas em Português, e então eu desandei a falar, e você ficava todo excitado, mesmo sem entender uma só palavra. Porque o corpo fala. O corpo entende.

Voltamos para a areia e nos deitamos, à luz do luar. Uivamos feito lobos na relva.
As ondas vinham em nossa direção e por vezes nos cobriam, nos salgavam, e você me provava. Degustava.
As horas pareciam não passar, eu não sentia, mas o Sol começou a se mostrar e nos revelou também.

Nos pegamos ali, assim, no meio da praia, sob a luz do Sol, que nos cobria, e nos esquentava. Mais.
A essa altura as roupas já estavam perdidas, em algum outro ponto daquela imensidão de areia. Eu queria procurar, mas…

…Você não me deixava ir…
Não me soltava.

Mesmo quando começou a passar gente, eu também não me esforcei para me desvencilhar de seus beijos, que me deixavam totalmente sem fôlego. Pois parecia que ali, naquele momento, tudo era permitido. Tudo era da lei. Era a nossa lei. A lei da selva.

Fomos absolutamente livres por algumas horas, sem preocupações, sem convenções, totalmente livres, simplesmente. LIVRES.
Éramos apenas nós dois, e o Mundo ficou lá fora, trancado em algum quarto vazio.

Selene

28
May
10

Rodando

Beijos, carícias, abraços, amassos. Falta de ar, falta de espaço.
Sempre tinha alguém para nos lembrar, que estávamos num bar.
Embora eu já não visse mais ninguém ao redor.

Besteiras ao pé do ouvido, mãos perdidas, bocas, mordidas..

– Vem comigo!
– Eu vou, eu vou… Mas pra onde?
– Vem, eu te mostro…….. Táxi!!

Entramos. Ele deu as direções.
Tentamos nos comportar, mas bastaram 2 minutos e um olhar…
Enlouquecemos de novo, mais e mais. Já não conseguia respirar, pensar, eu já nem tentava.
Estava completamente fora de mim.

– Quanto tempo até lá?
– Uns 20 minutos.
– Eu não vou aguentar!!

As carícias foram esquentando, eu estava fervendo, por fora, por dentro. Por todos os lados, por todos os cantos.

– Tira?!
– Tiro… e você?
– Agora.

A calça se abriu, e os olhos do motorista também, ele virou o retrovisor para ver melhor, nunca vi olhos tão grandes. Pensei que ficaria preocupada, mas aquilo só me deixava mais excitada.
Cada vez mais. E mais, e mais…

Em poucos minutos, estávamos seminus, aos beijos, sem vergonhas, sem pudores. Dois loucos, insanos, explodindo, de tanto tesão.

Nos perdemos, um no outro, sem pensar, sem lembrar onde estávamos, desejando apenas que aquele táxi não parasse nunca mais. E que ficássemos assim, rodando, rodando…

Selene




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“Falando absurdos, Virando a noite, Perdendo o senso, Derretendo satélites. Falando tudo, Voando a noite, Ouvindo estrelas…”

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